26 de fev. de 2010
22 de fev. de 2010
Mediz
"Me diz o que eu faço nessa vida,
Me diz
Me diz
Se onde olho não há saída.
Me diz
Me diz
Como é que faz,
Como você fez
Me diz
Me diz
Como é que faz
Para ser feliz.
Me diz
Me diz."
uma música curta feita por mim.
:)
Me diz
Me diz
Se onde olho não há saída.
Me diz
Me diz
Como é que faz,
Como você fez
Me diz
Me diz
Como é que faz
Para ser feliz.
Me diz
Me diz."
uma música curta feita por mim.
:)
"A meditação não reside numa profunda reflexão mental sobre a realidade. Nem tampouco consiste em um relaxamento físico para buscar o equilíbrio do corpo. A meditação transcende toda alternativa física ou mental para levar-nos a mundos insuspeitados, a realidades que se encontram ocultas por trás dos véus dos pensamentos, da mesma forma que a espessura das nuvens velam o imenso sol durante o dia." (Sesha)
17 de fev. de 2010
A Viajante

Com franqueza, não me animo a dizer que você não vá.
Eu, que sempre andei no rumo de minhas venetas, e tantas vezes troquei o sossego de uma casa pelo assanhamento triste dos ventos da vagabundagem, eu não direi que fique.
Em minhas andanças, eu quase nunca soube se estava fugindo de alguma coisa ou caçando outra. Você talvez esteja fugindo de si mesma, e a si mesma caçando; nesta brincadeira boba passamos todos, os inquietos, a maior parte da vida — e às vezes reparamos que é ela que se vai, está sempre indo, e nós (às vezes) estamos apenas quietos, vazios, parados, ficando. Assim estou eu. E não é sem melancolia que me preparo para ver você sumir na curva do rio — você que não chegou a entrar na minha vida, que não pisou na minha barranca, mas, por um instante, deu um movimento mais alegre à corrente, mais brilho às espumas e mais doçura ao murmúrio das águas. Foi um belo momento, que resultou triste, mas passou.
Apenas quero que dentro de si mesma haja, na hora de partir, uma determinação austera e suave de não esperar muito; de não pedir à viagem alegrias muito maiores que a de alguns momentos. Como este, sempre maravilhoso, em que no bojo da noite, na poltrona de um avião ou de um trem, ou no convés de um navio, a gente sente que não está deixando apenas uma cidade, mas uma parte da vida, uma pequena multidão de caras e problemas e inquietações que pareciam eternos e fatais e, de repente, somem como a nuvem que fica para trás. Esse instante de libertação é a grande recompensa do vagabundo; só mais tarde ele sente que uma pessoa é feita de muitas almas, e que várias, dele, ficaram penando na cidade abandonada. E há também instantes bons, em terra estrangeira, melhores que o das excitações e descobertas, e as súbitas visões de belezas sonhadas. São aqueles momentos mansos em que, de uma janela ou da mesa de um bar, ele vê, de repente, a cidade estranha, no palor do crepúsculo, respirar suavemente como velha amiga, e reconhece que aquele perfil de casas e chaminés já é um pouco, e docemente, coisa sua.
Mas há também, e não vale a pena esconder nem esquecer isso, aqueles momentos de solidão e de morno desespero; aquela surda saudade que não é de terra nem de gente, e é de tudo, é de um ar em que se fica mais distraído, é de um cheiro antigo de chuva na terra da infância, é de qualquer coisa esquecida e humilde - torresmo, moleque passando na bicicleta assobiando samba, goiabeira, conversa mole, peteca, qualquer bobagem. Mas então as bobagens do estrangeiro não rimam com a gente, as ruas são hostis e as casas se fecham com egoísmo, e a alegria dos outros que passam rindo e falando alto em sua língua dói no exilado como bofetadas injustas. Há o momento em que você defronta o telefone na mesa da cabeceira e não tem com quem falar, e olha a imensa lista de nomes desconhecidos com um tédio cruel.
Boa viagem, e passe bem. Minha ternura vagabunda e inútil, que se distribui por tanto lado, acompanha, pode estar certa, você.
texto extraído do livro "A Borboleta Amarela", de Rubem Braga
16 de fev. de 2010
12 de fev. de 2010
Comédia

Certa vez a Fernanda levou uns amigos da faculdade na nossa casa, no ano 2000. O Comédia e o Indío. Passamos a noite toda dando risada e assistindo "Casa dos artistas". Na semana seguinte os meninos apareceram de novo. Na outra semana levaram outro amigo. No mês seguinte fomos em um churrasco na casa do Mol. E simplesmente 10 anos depois estávamos fazendo a mesma coisa. Nos curtindo e nos querendo. O Índio é meu instrutor de yoga e meu guru e o Comédia, é aquele gigante, o grande mestre da alegria, do amor e da felicidade. O urso que tem o abraço mais delicioso do mundo. Esse cara foi ator no meu curta-metragem, Bala (ASSISTA). Era um grande artista, fazia hip hop com refrão, estilo Sabotage, seu grande ídolo, mas falava da natureza, de conexão, de festa, de ser uma classe média que aproveita a vida mas se preocupa com o futuro. Escutem Consciência Terráqueos. Esse cara comprou um apêzinho na Vila Mariana, levou o amor da vida dele, querida Fê, uma relação antiga, a mulher dele de mais de 10 anos. Que coragem, que exemplo. E eles viviam tão felizes... Para os amigos era o recanto do urso e nós íamos lá sem ser convidados, todos os dias se pudéssemos, pois o cantinho é realmente confortável. Tem um sofá invejável, chocolates e agora um cachorrinho, o Jack.
Esse maluco queria muito ter um filho, um ursinho, queria mudar-se para Florianópolis para passear à beira da praia com o moleque, São Paulino obviamente, queria ganhar na loteria e levar todos os amigos pra Jamaica. No ínicio desse ano encanou que para que todos os seus sonhos tornassem realidade ele precisaria primeiramente emagracer e foi pras cabeças. E não voltou mais pra gente. Seu corpo foi para Terra, seu espiríto virou uma estrela bem brilhante e a memória vai viver latejante dentro do coração de cada membro de uma enorme família que vai ter que aprender a viver sem esse irmão.
Conosco fica o sorriso, o olho azul, o abraço de urso, as dicas de bem viver, o brilho, a "vibe" e uma explosão de energia.
Assistam ao videoclipe Junky Cão e a esse videoclip da música que tocou no ritual de cremação. Lindona.
8 de fev. de 2010
ó que nóia!
05:02 da matina e eu aqui desperta de tanto ter me acabado na pixta.
Amanhã assinarei minha lei áurea! :)
Amanhã assinarei minha lei áurea! :)
5 de fev. de 2010
tpmfotografica.blogspot.com

INFINITIVO: FOTOGRAFAR
eu fotografo
tu fotografas
ele fotografa
nós fotografamos
vós fotografáis
eles fotografam
assim como quando se estora pipoca, mais e mais imagens explodem a cada dia no mundo. é arte? é documento? é real? é ficção? é original? é cópia? perguntas como essa me fizeram entrar em tpm fotográfica. tá difícil separar o joio do trigo e pra isso criei esse blog. pra botar a boca no trambone com coisas que me irritam e cansam os olhos e também o que arrepia porque é bom, criativo e autêntico. cê vem comigo? se a resposta é sim, comenta, critica, grita!
4 de fev. de 2010
1 de fev. de 2010
Artigo de Domingos Oliveira: Uma nova receita para o cinema brasileiro
A arte é aquilo que lembra os homens dos seus melhores valores. A honra, o amor, a dignidade etc. A arte é que ensina o homem a lutar contra a corrupção, contra a discriminação, contra a desigualdade social. E ela é boa nisso. Temos de fazer filmes populares de arte. Ou até impopulares, porém de arte.
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