25 de mar. de 2010

Yeyeyeyê

A gente acha que a gente é nóia, olha esse cara ai embaixo!
ahauhauahauhaua!!
Ótemo!!!

22 de mar. de 2010

Ontem eu sofri por você

Bom, mera coincidência mas o assunto continua...de outra forma.

A Si já falou dele aqui. Tem até foto também. Algumas de vocês certamente conheceu e riu de alguma coisa ao lado dele. Rir com ele era fato. Pra mim todas as vezes.
Mas ontem eu sofri por ele, e acho que foi o dia em que mais senti sua falta em todos desde o primeiro dia que nos falamos.
O Indio, amigo de infância de Ricardo Ortiz casou-se ontem. Uma cerimonia linda, cheia de amor e amigos. Mas tava faltando ele. E o espaço físico de sua ausência era bem grande, mas o que faltou mesmo foi a risada alta, o sorriso profundo, o olhar certeiro e principalmente seu abraço forte e quente.
Eu senti muito a sua falta. E fui dormir pensando em você.

Acho que no fundo ele sabia que não viveria o ontem. A Si me mostrou seu último texto publicado em seu blog no dia 15 de janeiro de 2010, dias antes em que ele entrou numa sala de cirurgia e não voltou mais.


Quest'anno è mio!
Pode ser igual ao que foi. Pode ser pior. Pode ser que o não sucesso aconteça, e se isso acontecer não se esqueça: agradeça. Antes que alguem se meta a besta de perguntar, digo que a vida é bem calma nesse lugar. Lugar comum. Vire a ampulheta, observe cada grão. Tempo inexiste, mas conto com detalhe cada fração. Minutos, segundo as horas, seguindo as lógicas da mudança que se anuncia. Se as estações não se definem, o que dirá das emoções. Nunca lineares, sempre cíclicas. A busca da trilha. Há sempre duas portas. Você pode ir pra cá, pode ir pra lá e pode tropeçar e meter a boca no meio delas. Energia se renova a cada tapa na cara. A cada tara, uma certeza. O chão que gira e o mundo não para. Encrustrado dentro do seu gigante, idéia muda e siga adiante. Não adianta. Sacrifíco é certeza, sucesso improvável mas o processo é louvável. E o progresso notável. Tire os pesos das suas costas, antes que vão parar na sua barriga. Se ninguém quer te ouvir, tenha certeza: Você não quer falar. Gastrites, ulceras, ansiedade, compulsão e dificuldade. Sonho que se lembra é aquele que se acorda na metade. E o que foi até o fim, não é sonho. É realidade.Pior ou melhor, com o egoismo todo que me veste, desculpe: 2010 é meu! E só meu.

Saudade forever.

17 de mar. de 2010





Lendo o post da Dea sobre a passagem de sua querida e amada avó, me veio outros pensamentos não sobre a morte, ou sobre a morte da matéria (alguns dizem) ou o fim absoluto (outros também).

Me veio a mente nascimento. E o que um novo ser-humano pode fazer com sua vida conturbada, conflituosa, gostosa, feliz e semi-perfeita. E como ele entra sem pedir permissão, sem pedir salário, aumento ou condução. Ele só precisa de você, inteira e com todos os seus defeitos e qualidades.

E não importa o que você faça pra entender mas parece que você não vivia até ele nascer. É assim que as mães descrevem a vida antes do nascimento de um filho. Parece que a vida era imcompleta. Não sei dizer, ainda não tenho um mini ser-humano.

Mas de qualquer forma hoje falei com um amigo que trabalhava comigo em Londres. Ele é da Bulgária e postou fotos de seu mini ser em seu facebook. E lá estava a cara da pessoa que percebeu que a vida era imcompleta. O sorriso com o mais puro sentimento do amor.

Exemplos não me faltam:

O Theo da Lili. O que aquela rapaizinho conseguiu fazer com a mãe dele. E o que ele consegue fazer com a gente, meras tias.

E também apareceu em minha vida a Julia, filha do meu querido irmão. Ela tem o poder de me virar de ponta-cabeça. Não é minha filha mas percebi significativas alterações em minha rotina egoísta.

Portanto, nesse planeta onde alguns se vão e outros vêm, sinto que por mais feliz ou triste que seja uma situação, o ciclo nunca para para que a gente entenda a complexidade da coisa. Os sentimentos são foda, intensos no máximo que o coração pode suportar.

E nós seguimos...

16 de mar. de 2010

Picture Posers


Esse site criado pelo nosso amigo Ricardo Wolff publica fotos de pessoas posando para fotos amadoras.
Idéia genial e o site é aberto para que qualquer pessoas possa retratar uma cena dessas e enviar para publicação nele.

Boas idéias nascem assim, tendo um olhar diferente sobre a realidade que nos norteia.
:)

15 de mar. de 2010

Los Dolores del Mundo



Hoje o post vai em homenagem ao nome do meu blog porque hoje vivencio a Morte. A passagem da Vida terrestre para à forma mais pura e bonita do que realmente somos, uma energia.

Vovó Elisa faleceu hoje, depois de uma vida inteira repleta de amor, realizações e saúde, que lhe faltou agora no final da vida. Morreu em casa, graças a deus na presença de seus três filhos e marido. Acredito que foi em paz. Inesperado mas em paz.

Ela sempre foi muito moderna para a época em que vivia. E acredito que foi por essa razão que meu avô, German Lorca, se apaixonou por ela. Professora e pintora, minha avó foi criada no interior, e aos 18 anos largou a família e veio para São Paulo, contra a vontade do pai dela, morar em um convento de freiras para poder lecionar em uma escola, seguindo assim sua vocação. Essa era a história que ela mais me contava ultimamente, acho que como uma manifestação da sua saudade pelos tempos já vividos quando era moça ainda. Vovô e vovó se conheceram em uma casa de dança que sempre iam, se encontravam e dançavam juntos. Namoraram, noivaram e casaram em 10 meses. E tanto ela quanto ele sempre me contaram essa história com um certo brilho no olhar que me faz acreditar que o amor eterno pode mesmo ser possível.

Ultimamente minha família sofreu várias perdas. Minha vózinha amada, Judith, que se foi no meio do ano e meu tio Heckel que faleceu agora em janeiro. O clima é pesado mas a situação, faz parte da vida. E nessa questão parece que estamos ficando cada vez mais acostumados. Essa é a sensação que tenho, pelo menos de mim. Quando soube da notícia não consegui chorar. Por um momento fiquei estática, preocupada em acalmar minha mãe.  Vovó já tinha tido um câncer de pulmão ano passado e estava se recuperando agora. Tava boa, em casa, já bem esquecida da memória, mas tranquila, tocando o resto da vida. E é muito estranho pensar como um idoso convive com o fato certo da morte e mesmo assim continua vivendo o resto dos seus dias. Eu acho muito triste, mas sei que é uma coisa que só um velhinho deve saber como é.
Quando vi meu avô, chorei. Só hoje percebi o quanto ele gostava dela. 63 anos juntos. E ele chorava a sua perda como um namorando apaixonado que já não tem mais o seu amor.

Agora fica esse vazio. E o tempo vai preenchendo isso com saudades.
Sou feliz por tê-la conhecido, e a amo por tudo o que ela é e por toda a família que por graça constituiu.

Rest in Peace grandma.

devagar e sempre na nóia


agora mesmo, tô em classe e deveria estar prestando atenção ao professor de tecnologia (photoshop).
ele tem boa intenção e nos quer formar fotógrafos que se destaquem no "temido mercado de trabalho". quer que sejamos os melhores. não sei bem por qual razão, mas deve ser porque esse é seu trabalho e é assim que ele ganha a vida.
e eu, sentada em frente ao computador supostamente pra seguir os passos que ele vai dizendo, que faço se não almejo ser melhor que ninguém? às vezes, tranquilamente, assumo meu papel de boa aluna , faço os exercícios, aproveito pra conhecer e se possível aprender o que depois decidirei se vou usar ou descartar.
mas tem dias que não dá pra sustentar essa responsabilidade de conhecer e aprender coisas que a princípio não despertam interesse. Nesses momentos, entro numa nóia profunda e minha mandíbula fica tensa querendo gritar socorro. Na tentativa de um desabafo instantâneo, às vezes, cochicho com o colega do lado ou lhe peço ajuda pra acabar o exercício, já que me encontro completamente perdida.
agora mesmo, tô numa dessas crises e achei melhor recusar-me a aprender a usar um novo programa para fazer imagens panorâmicas e fugir virtualmente para esse espaço onde posso contar sem medo, minhas vontades e pensamentos a respeito da fotografia. para não parecer preconceituosa, pois admito que já fui, deixo claro que não recrimino nenhuma técnica, nem acho nenhuma melhor que outra. só necessito dizer pra mim mesma quais são aquelas que tenho escolhido pra mim:

não quero a perfeição.
quero o desenfoque, o ruído, o preto e o branco estourado.
nao quero a última tecnologia. ela corre num rítimo muito mais acelerado que eu, que vou devagar e sempre.
quero uma câmera pequena, fácil de levar, no aniversário do meu irmão, nas bodas da minha avó ou pra comprar pão na esquina.
não quero o conhecido, o planejado.
quero o inesperado, o susto, o que tá fresco ainda.
não quero conformar-me com padrões.
quero continuar na nóia pra descobrir todo dia, minha própria forma de ver e viver a vida.

7 de mar. de 2010


And thanks God love was just a little bit
of affection, sex and lies, this time.

3 de mar. de 2010

O que abandono....

Ninguém mais se manifesta?
O que acontece?
Felicidade total?
Fim das nóia?
Trabalho, amor, sexo, beleza, artes, viagens, tempo livre e dinheiro sobrando?
Espero sinceramente que sim.
Saudades de todas