21 de abr. de 2010

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13 de abr. de 2010

Acordei pensando nessa música

All of my life, where have you been? I wonder if I'll ever see you again...

10 de abr. de 2010

Foda...

Tô sozinha, doente, insone e sem cigarro. E ninguém se sensibiliza. Quase ninguém nunca se sensibiliza, nem a ponto de um simples telefonema. E eu descobri que o cigarro não é o causador da minha insônia. Tô sem fumar o dia todo. São quase 2 da manhã e a insonia nao tá com a menor pinta de que vai me abandonar tão cedo. Por hoje, acho que não durmo nunca mais.

Da paixão...

A paixão é uma faca de muitos gumes: move o mundo, promove mudanças e revoluções, é propulsora de impulsividades em geral, sejam elas viagens, cortes de cabelo ou crimes sangrentos. Ser passional é qualidade e defeito, é elogio e maldizer, tudo depende do ponto de vista do ouvinte e da entonação do dizente.

Porque paixão todo mundo tem - ou quase, que seja. Quase todo mundo experimenta a paixão, mas quase ninguém a vive no limite, a embute no cotidiano, a ponto de nem entender a vida sem ela. Gente pra quem o dia-a-dia é um disco arranhando de tanto repetir se não tiver paixão. Gente pra quem a paixão é o motor de tudo, seja pra trepar, pra trabalhar ou lavar o chão: nada passa batido, nada é ligeiro, tudo é intenso e manchado pela força da paixão.

Daí pode-se deduzir que quando essa gente se apaixona é de tremer o chão e incendiar as estrelas. Porque se a paixão pelas coisas em geral é fundamental, quando o alvo dela é gente é melhor sair de baixo, sair da frente, que tudo fica maravilhoso e incontrolável. Quem tem medo de intensidade não agüenta nem um mês. Quem gosta da coisa, e portanto é tão passional quanto o apaixonado em questão, devolve na mesma medida, e aí é crise na certa.

Retirado do blog do filme "Nome próprio"

7 de abr. de 2010

Continuando a reflexão, sob um ponto de vista menos mulherzinha...

Refletindo sobre o assunto, comecei a perceber algumas verdades sobre mim mesma. Por exemplo, eu me amarro em relações pointless. Eu gosto é de quem tá longe. Gosto é de quem não gosta de mim. Gosto é quando a gente sabe que não vai casar e ter dois filhos loirinhos e uma casa com cerquinha branca. Não necessariamente tudo isso junto, mas uma certa dose de não-comprometimento tem sido basicamente o ingrediente principal de TODAS as minhas relações afetivo-amorosas.

Então o que me incomoda de verdade na minha relação com o peguete-carioca é que a gente não fez combinado nenhum. Veja bem, eu não ligo que a gente more longe. Não ligo que não haja compromisso de se ver ou se falar (embora isso exista implicitamente). Não me importo se ele tá ou não pegando meninas bestas na balada. Foda-se . Mas me incomoda o fato de isso tudo não ter sido combinado! E essa coisa flutuante é que me deixa angustiada.


Não, não quero um namoro, não desse jeito. Desculpa, mas eu não acredito em relações monogâmicas e com alto grau de compromisso a distância, a não ser que uma das partes tenha planos certos de mudança a curto prazo. Se não, não. Eu não quero namorado virtual, eu quero cafuné de verdade.

Quero é conversar sobre a situação. Mas eu morro de preguiça disso, nunca acho um momento bom, nunca consigo falar exatamente o que sinto, acaba dando sempre mais errado do que certo e eu desisto. Vou empurrando com a barriga e fica assim pra sempre. Eu tenho medo de conversas e de envolvimento de verdade. A pessoa tem medo disso e de tudo mais que existe no mundo, incluindo voar de asa delta e ser pego fumando um backinho no poxxxxxxto 12.

Situação ridícula, de todas as maneiras, né. Desisti de pensar nessa relação e deixar a vida levar pra ver onde vai dar. Mas, se alguém souber de algum tipo de emprego no RIo, me fala, que vou correndo prá lá ahhhhhhhhhhhhhh brincadeira (com fundinho de verdade)

Tô cansada de ser mulherzinha

Tenho raiva de mim mesma quando passo por uma fase muito "mulherzinha". Tudo estava indo muito bem até eu resolver ir pro Rio na semana Santa encontrar o mocinho que eu tinha conhecido no Carnaval. Vejam bem!! Queria que alguém me explicasse de onde eu tiro essas idéias... Freud, Lacan, me salvem! Enfim, voltando ao assunto após um momento reflexão-digressão, cheguei lá e ao contrário do que vcs devem estar pensando, dada a maneira que comecei este post, correu tudo às mil maravilhas... 4 dias perfeitos, de Sol, praia, gatinho 24h, que, pasmem, até cozinhou prá mim e me apresentou prá mae e amigos.
O problema era a hora de ir embora, mal dormi a última noite pensando que eu ia ter que ir embora, que eu não moro no Rio, que a minha realidade não é aquela e, basicamente, tava quase arrependida porque sabia o que vinha depois... Não deu outra, bastou entrar no taxi para ir para o aeroporto que comecei a chorar compulsivamente. Afeeeeeeee, fazia muito tempo que não chorava por ninguem. E até que não foi de todo o mal libertar o choro entalado. Ok, voltei prá BH, a vida continua, como não poderia deixar de ser. Sim, falo com ele pela internet e tal, mas e aí?? De que adianta? To com raiva de estar com esses sentimentos de mulherzinha, enquanto ele tá lá, muito mais pé no chao, levando a vida dele, como os homens de uma maneira geral conseguem fazer. Disse que vai me ver em Sampa. Hum, duvido. E também nem sei se quero, prá chorar de novo na despedida. QUero ficar mais dura e fria, não quero mais ser mulherzinha.

6 de abr. de 2010