Bom, mera coincidência mas o assunto continua...de outra forma.
A Si já falou dele aqui. Tem até foto também. Algumas de vocês certamente conheceu e riu de alguma coisa ao lado dele. Rir com ele era fato. Pra mim todas as vezes.
Mas ontem eu sofri por ele, e acho que foi o dia em que mais senti sua falta em todos desde o primeiro dia que nos falamos.
O Indio, amigo de infância de Ricardo Ortiz casou-se ontem. Uma cerimonia linda, cheia de amor e amigos. Mas tava faltando ele. E o espaço físico de sua ausência era bem grande, mas o que faltou mesmo foi a risada alta, o sorriso profundo, o olhar certeiro e principalmente seu abraço forte e quente.
Eu senti muito a sua falta. E fui dormir pensando em você.
Acho que no fundo ele sabia que não viveria o ontem. A Si me mostrou seu último texto publicado em seu blog no dia 15 de janeiro de 2010, dias antes em que ele entrou numa sala de cirurgia e não voltou mais.
Quest'anno è mio!
Pode ser igual ao que foi. Pode ser pior. Pode ser que o não sucesso aconteça, e se isso acontecer não se esqueça: agradeça. Antes que alguem se meta a besta de perguntar, digo que a vida é bem calma nesse lugar. Lugar comum. Vire a ampulheta, observe cada grão. Tempo inexiste, mas conto com detalhe cada fração. Minutos, segundo as horas, seguindo as lógicas da mudança que se anuncia. Se as estações não se definem, o que dirá das emoções. Nunca lineares, sempre cíclicas. A busca da trilha. Há sempre duas portas. Você pode ir pra cá, pode ir pra lá e pode tropeçar e meter a boca no meio delas. Energia se renova a cada tapa na cara. A cada tara, uma certeza. O chão que gira e o mundo não para. Encrustrado dentro do seu gigante, idéia muda e siga adiante. Não adianta. Sacrifíco é certeza, sucesso improvável mas o processo é louvável. E o progresso notável. Tire os pesos das suas costas, antes que vão parar na sua barriga. Se ninguém quer te ouvir, tenha certeza: Você não quer falar. Gastrites, ulceras, ansiedade, compulsão e dificuldade. Sonho que se lembra é aquele que se acorda na metade. E o que foi até o fim, não é sonho. É realidade.Pior ou melhor, com o egoismo todo que me veste, desculpe: 2010 é meu! E só meu.
Saudade forever.
22 de mar. de 2010
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3 comentários:
E arrepio sempre...
enquanto lia, ouvi esse texto. soava uma música que ele mesmo cantava. gente assim de profunda não nos exige muito tempo pra sentir sua energia, ver sua beleza, ouvir o que canta a sua alma. não sei dizer da saudade, porque dividi poucas horas com ele. só sei dizer da tristeza compartida por sua brusca partida e da beleza indescritível desse rap que ele de presente deixou.
Lembrei do sorriso, da risada alta, do olha profundo, arrepiei de verdade. Descreveu perfeitamente fer, com toda sensibilidade que, ás vezes, lhe é peculiar. rs
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