21 de jan. de 2010

oi, tudo bem? como cê chama? quantos anos? trabalha ou estuda? onde?


Acho chato esses papos de apresentação. Me dá a sensação de que eu mesma tô me colocando dentro de um pacote que tem no rótulo, a pergunta: te interessa? quer comprar?
Mas ainda não encontrei maneira mais fácil de dizer um nome pelo qual possam me chamar e contar o que ando aprontando, em poucas palavras. Apesar disso, acho que é bom ter cuidado para não criar imagens prontas a partir dessas informações. Também aconselho a não comprar ou descartar sem antes conhecer o produto um pouco mais a fundo.
Tô boa sim, cê tamém? Chris. 25. Estudo fotografia em Barcelona.

Depois dessa primeira parte, vem outra que acho importante comentar.
Estudei publicidade e apesar de ter me sentido muitas vezes um peixe fora d`água e ter passado 4 anos reclamando dos mercados de nicho, das teorias de Philip Kotler, da galera (com excessões) que trabalhava na Nestlé ou na DM9 cujo assunto girava entorno disso e ponto. Enfim, dessas coisinhas que se encontravam escondidos no slogan "ESPM maravilhosa".

Passados alguns anos, já não tenho mais motivos para queixas e o que me restaram são as boas lembranças desse tempo de revelar fotos no quarto escuro, tentativas de se enturmar na natação ou nos treinos de vôlei, de bar do luís ou de bar Laranja, de saídas noturnas pra fotografar no centro, cervejadas no estacionamento e de incríveis aparições nas semanas de comunicação; DALE CLAUDIÃO: é do caralho, é do caralho, é do caralho (palavras dele durante o debate que rolou)
Na margem de tudo isso, Unibanco, Cinemateca, baladinhas nos inferninhos, feiras da Canon pra tirar foto e imprimir, tirar foto e imprimir... Por essas bandas, comecei a me relacionar com outros peixes que também andavam buscando ar em outros aires.

Viver em São Paulo por 6 anos me abriu a cabeça, os olhos e me fez escolher a bicicleta ao invés do anel de noivado. Nela sai pedalando mundo afora. Depois de 2 anos longe, quando penso nessa cidade, não me lembro da Avenida Ipiranga ou da São João, mas dos endereços marcados de encontros, de amigos ou de gente boa e interessante que eu até queria converter em amigo, mas que a vida corrida dessa louca cidade ainda não deixou.
Sem mais melodramas, foi nessa época que conheci essas mina de sampa que são modernas, mas nada branquelas. A elas, grandes mulheres e lindas amigas, faço aqui minha declaração:
Desde que "parti", conheci muita gente nova que mais tarde também viraram novos amigos. Mas quando recebi o convite desse blog e li alguns posts, descobri que pra dividir nóia assim com tanta cumplicidade, tem que ter algo a mais, pode ser que seja a ginga, o samba no pé, um bronzeado no corpo ou mais provavelmente muitas histórias em comum. Tudo isso também pode ter haver com amor. Oim, sou mesmo caipira pira pora.
Prometo ser fiel e constante nos posts até que me torne uma noiada profissional.

Um comentário:

siguara disse...

Quero me tornar constante, mas estou fora por alguns instantes. Tenho medo de colocar a culpa na coitada da falta de inspiração.