29 de dez. de 2009

Em qual momento da vida você foi mais feliz?


Por Danuza Leão
"Os melhores tempos


ÀS VEZES fico pensando: quais foram os melhores anos de minha vida? E você, pensa nos melhores da sua? Onde você estava, o que fazia, para que esse tempo tenha sido eleito por você como o mais inesquecível, entre tantos?
Não é fácil. Existiram tempos maravilhosos porque você estava em Paris ou Veneza; outros, tão maravilhosos quanto, numa praia do Ceará, nos tempos em que não tinha nenhuma responsabilidade; outros quando assumiu a primeira, com a chegada do primeiro filho. Pensando bem, foram muitos, diferentes e maravilhosos. Houve também os ruins e os muito ruins, mas esses são para guardar no fundo do coração, são só nossos e não se divide com ninguém.
Os bons tempos foram tão bons, e tantos, que fica difícil escolher. Seria quando você estava tão apaixonada -uma das vezes em que esteve apaixonada? Não, positivamente não.
Como se sofre quando se está apaixonada. A fragilidade de quem ama é de tal ordem que qualquer coisa pode fazer com que uma mulher, em segundos, passe da situação de ser a mais feliz do mundo para a de mais desgraçada do universo, e tudo depende dele, só dele.
Um telefonema inesperado, só para dizer que está com saudades, pode encher de alegria o coração de quem vive um amor. Mas qualquer atraso pode fazer com que uma mulher enlouqueça, literalmente, e faça as piores fantasias; naquele momento ela pode até achar que ele está num motel com a ex-esposa -é, mulher apaixonada fica insana- e que tinha razão quando achava que ele era mentiroso, fingido, e que as juras de amor ele fazia a todas.
Em parte todo homem merece que a mulher desconfie dele, e que ache, às vezes, que ele não vale nada. Na maioria das vezes ninguém vale tanto quanto a gente acha que vale quando está amando, mas esse é apenas um dos riscos que correm os que inventam se apaixonar.
O pior de tudo é que, quando se ama, se depende do outro para conseguir dormir, comer, fazer ginástica, dar uma boa risada, ler um livro, ir ao cinema, ser feliz, enfim.
Ou melhor: se depende do outro para viver. Agora, com a cabeça fria: dá para entender que todo mundo queira se apaixonar?
Mas tem também o outro lado: ser amada. E pior: ser muito amada. Quando um homem se apaixona, pode levar uma mulher à loucura, no melhor sentido -ou no pior.
No princípio, ela até gosta: qual a mulher que não adora ter um homem a seus pés?
Bem, até adora, mas durante um tempo, e em termos. O difícil numa paixão é não exagerar, não passar da medida, até porque quem ama demais está fadado a ser abandonado. O ser humano não costuma falhar, e nada faz com que uma pessoa se desinteresse mais rápido do que ter a certeza de que a outra está definitivamente conquistada.
Agora, a hora da verdade: quais foram os melhores tempos de sua vida? Sinceramente mesmo? Pois foram os tempos em que estava só e que não dependia de ninguém para ser feliz ou infeliz.
Era dona do seu nariz; mesmo quando viajava sozinha, e não tinha um amigo com quem jantar, e sentia aquela semi depressão de estar numa cidade estranha, num país estranho, muitas vezes com os termômetros marcando 0C, ah, que tristeza.
Uma tristeza, sim, mas tão boa quanto as maiores alegrias.
Porque ela foi sua, totalmente sua, e as coisas que são só nossas e não dependem de ninguém não têm preço. Mas atenção: quando se descobre que se pode ser feliz totalmente só, passa a ser perigoso, porque a partir daí fica difícil pensar em voltar a dividir o controle remoto.
O controle remoto e a vida."

19 de dez. de 2009

Explore


A pergunta é: quem bebeu nesse final? Passem bem.

16 de dez. de 2009

GPS para animais

Se serve pra cachorro, serve pra homem também! hahahahahahahahaha
Ótimo presente de natal para namorados e maridos "saidinhos".

http://www.spotlightgps.com/home.aspx

14 de dez. de 2009

MUSIC SAVED MY LIFE

KOKO é um site de amigos meus, pra ficar antenada na music hype contempô. Chique! Dançante!
Perfumado e brilhante, como nós! hahahaha
Escuta a música pelo prórip site. Fica a dica  :)


Nossa que nóia!

Bom, cheguei! Acho que nem todo mundo me conhece mas eu acho que conheço todo mundo aqui. Pelo menos oi, e ai, tudo bem? já rolou...
Enfim, sou a Ferrr de Guará, mais chamada de Broto do que pelo meu próprio nome mas tudo bem, já me acostumei. Algumas me chamam de Oimmmm, tipo a Melina.
E hoje, no mais puro-creme-da-nóia de todos os meus dias vividos, me sinto perfeitamente bem com este tema/assunto/experiência.
E vir me dizer que eu ando muito noiada me dá vontade de chutar a cara! Portanto, continuo na nóia. Temporariamente...
Daqui a pouco eu volto menos noiadinha.
Beijoooo

Certa manhã acordei de sonhos intranquilos

Acontece com frequência nas segundas-feiras brancas com fina garoa paulistana. Eu chego no trabalho, sem Drama, transfiro sem peso na consciência minhas obrigações para os próximos dias, afinal ainda tem terça, quarta, quinta e sexta e vou ler blogs, a trip, tpm e outras bobagens gostosa.
Abri na 170 da Trip do Jorge Ben na capa (aliás bela entrevista do cara que faz música ruim bem pra cacete) e encontrei uma matéria com o Otto. Eu tenho o cd Sem Gravidade como disco de cabeceira, é lindo, apaixonado, é inspirado e inspira amor, sexo, natureza...
Na entrevista o cara diz que 5 anos depois, separado da mulher, longe da família, com dificuldade de grana, sem agenda de shows e com pouco reconhecimento lança o álbum "Certa manhã acordei de sonhos intranquilos". Corri para fazer o download e já estou escutando pela segunda vez.
O novo disco é triste, trata de separação, mas como forma de superação. Assim como Lars Von Trier filmou Anti-Cristo para se curar de crise de pânico, parece que Otto gravou esse novo cd para curar dor de amor.
A nossa parceira de blog, Chris, ainda ausente me contou que um mestre espiritual lhe disse certa vez para se utilizar da fotografia para mostrar a dor e a angustia que sente. Refleti e conclui que melhor que mostrar é superar e tapar com os remédios certos as feridas e não escondê-las. Fazendo arte.

Escutem e se deliciem.

Trecho da música

MEU MUNDO

O desejo é um tempo parado
É quando se trocam as datas dos bichos e das flores
É quando aumenta a rachadura da velha parede
É quando se vira a folha, a folha da história
É quando se pinta um fio branco na cabeleira preta
É quando se endurece o rastro de sorriso
No canto dos olhos
Eu sei que a viagem é longa
A voz vai e vem
Você ta aí?
Você ta aí?
Ei, voce est aí?
Vontade de abraçar o infinito

Link para download : http://www.mediafire.com/?1mjxyzzjdjj

13 de dez. de 2009



...............................................FOI UM PRAZER!

12 de dez. de 2009

Em pleno séc XXI

Não sei se quero me apresentar formalmente, tipo... Sou a Vanessa, moro em BH, tô fazendo mestrado e tentando conciliar todo o resto com isso e blablabla... Mas, como o blog é das "minas" acho que aqui convém contar uma historinha que me aconteceu ontem e que me deixou chateada. Ok, sempre fui da teoria que a gente só sente o que a gente deixa sentir, mas hoje simplesmente não está funcionando.
Ontem fui à faculdade conversar com um professor sobre um artigo que eu estou escrevendo. A matéria é tensa, me tomou grande parte do meu tempo nesse semestre e segunda tenho que entregar esse trabalho final. Até aí OK. Mas quando cheguei para a tal conversa, com uma proposta para o professor, ele disse que eu tinha que tentar fazer da maneira mais difícil, etc, etc e que se eu fizesse o que eu tava propondo, iria ganhar uma nota "básica". Até esse ponto, AINDA tava tudo bem, apesar de eu achar que estava ocorrendo um certo exagero da parte dele... afinal todo mundo que estuda e leciona aqui na UFMG sabe a loucura que é o primeiro ano do mestrado... Infinitos créditos a serem cumpridos, mil trabalhos, noites sem dormir. Mas a grande questão foi quando ele começou a "relacionar" o fato de eu ser mulher com a coisa toda. Não exatamente ser mulher, mas assim... vou usar as palavras que ele usou: "Vanessa, conheço bem esse seu tipo... toda descoladinha, moderninha, roupinhas da moda, aposto que vai passar as férias em Maresias..." manooooooooooooo, fiquei sem ação total!! Como assim?? Eu estou indo razoavelmente bem na matéria doida dele, estudei prá caralho e ele me vem com esse papinho?? Será que ele achou que eu tava querendo ganhá-lo "no charminho". Afeeeeeeeeeeee Eu só tava querendo um mínimo de compreensão!!! Ele me desafiou, eu fiquei p. da vida e resolvi fazer o mais difícil, ainda que isso implicasse trabalhar 24 horas por dia o fim de semana todo. Será que ele fez isso prá me testar??
É... o que eu sei é que apesar de todo o discurso feminista e tal, ainda existe a dicotomia de que uma mulher não pode ser descolada, se vestir bem e, ao mesmo tempo, querer estudar Finanças e Economia. Nesa disciplina, só tem 5 alunos: 2 caras e 3 minas. As outras 2 minas... bem... deixa prá lá.... E ele criou um estereótipo prá mim (que não sei bem de onde ele tirou, eu nem frequento Maresias) de que vim aqui prá curtir, que o mestrado nao é tão importante prá mim, que eu nem preciso disso. Tá, foi tudo num tom de brincadeira e tal, mas toda brincadeira...
Mas que é estranho ser julgada por esses "atributos" e ser relacionada com alguém que nao leva as coisas a sério por causa disso, isso é... em pleno século XXI.
Bom, era isso que eu queria dividir com vocês no primeiro post.. Ai que nóiaaaaaaaaa!!!

11 de dez. de 2009

Construção ou queda


O que mais me nóia agora é como a sociedade irá se comunicar diante de uma comunidade virtual. Já parou pra pensar que podemos voltar anos luz e ter de volta os dogmas de grandes pensadores? A sociedade que está se formando na rede não possui um governo ou segue crença. Vivemos, apesar de virtualmente, num mundo anarquista onde podemos ter nossas próprias posições sem o medo de ser exorcizados por ogros que não concordam com o que falamos daquele sujeito ou daquela posição do muro.

O muro já caiu há bastante tempo e esperamos que ele não se construa na atual conjuntura no mundo virtual. Se La vive.

10 de dez. de 2009

Dona das rosas




Se eu pudesse acompanhar a vida de uma mulher, esta vida seria a de Maria Bethânia. Talvez, chegaria ao zelo de certificar se sua casa tem flores frescas na sala, se o violão que ela compõe nas noites está afinado, se em sua solidão existe o feixe de luz da lua na varanda . Maria Bethânia tem força em braços longínquos e magros, uma vaidade singela, de poucos adornos, e um coração de atitude que aprendo em suas poucas entrevistas. Não é a toa que Dona Canô acompanha os passos da filha de perto e que as duas se falam ao telefone todos os dias. Não é a toa que em sua nova turnê, ela escolheu um palco pequeno, sem as rolhas da champanhe interrompendo seus sussurros. Só a voz de uma diva que ainda existe em minha geração.

"Tua" e "Encanteria" serão as próximas nóias do radio do meu carro: http://musica.uol.com.br/ultnot/multi/?hashId=maria-bethania--santa-barbara-0402366CC08993A6&mediaId=591066

ó que nóia

Tanta mulher convidada à escrever, e isso aqui deixado às moscas.

Francamente.   :(